Angelologia - O conhecimento dos anjos
Autor: Danielle Trussoni
Editora: Suma de letras
Categoria: Romance
N° de páginas: 455
Sinopse: A irmã Evangeline era apenas uma menina quando seu pai a entregou à ordem das Irmãs Fransciscanas da Perpétua Adoração, ocupantes do Convento Santa Rosa, em Nova York. Agora, aos 23 anos, ela se vê subitamente jogada no centro de uma batalha pelo poder na Terra que já se estende por milênios. Seus protagonistas: a reclusa Sociedade Angelológica e os Nefilins, descendentes do cruzamento entre anjos e humanos - os seres mais irresistivelmente atraentes na Terra e também os mais perigosos, com sua frieza e implacável sede por poder. E Evangeline, por razões que ainda descobrirá, pode ser a peça principal do jogo.
Vamos a opinião:
Eu comprei esse livro porque tinha acabado de ler A Batalha do Apocalipse, que trata de um tema relativamente parecido. Eu curti bastante a história daquele livro, me envolvi com a proposta dele falando sobre anjos, e foi por isso que comprei esse. Mas, ao ler a sipnose, achei que fosse uma coisa que trataria muito mais sobre os anjos e tudo o mais, só que acabei me decepcionando. Alguns motivos:
1°: o livro deveria se tratar mais da personagem em questão, Evangeline, mais mesmo ela sendo a protagonista, ela acaba que não tendo uma participação significante na história, a não ser no final, que ela destrói o objeto que eles tanto queriam encontrar e destruir. Tirando isso, o livro é praticamente todo protagonizado pelos personagens secundários. Se não ouvesse os personagens secundários, ela ficaria pelo resto da vida trancafiada no convento, sem fazer merda nenhuma. Uma boa parte do livro narra as memórias de uma outra freira contadas para a Evangeline, e eu digo boa parte mesmo, acredito que pelo menos umas 100 páginas.
2°: a história foi toda enrolada pra ter um desfecho muito rápido, até meio sem graça. Ele chegou nos finalmentes cerca de 50 páginas antes de acabar, achei muito rápido e fraco o final.
Esse é o cap.00, a introdução do livro:
"Caverna da Garganta do Diabo, montes Ródopes, Bulgária
Inverno de 1943
Os angelólogos examinavam o corpo. Estava intacto, sem sinais de decomposição, a pele branca e lisa como pergaminho. Os olhos azul-claros e sem vida miravam fixamente a abóbada da caverna. Mechas aneladas caíam sobre a testa alta e os ombros esculturais, formando um halo de cabelos dourados. Até mesmo a túnica - cujo tecido era entremeado por um material branco e reluzente que nenhum deles conseguira identificar - permanecia imaculada, como se a criatura tivesse morrido num quarto de hospital em Paris, e não centenas de metros abaixo da Terra.Eles não deveriam ter ficado surpresos por encontrar o anjo tão bem preservado. As unhas da mão, peroladas como o interior de uma concha de ostra, o ventre liso e sem umbigo, assustadora transparência da pele - tudo na criatura era como eles sabiam que seria. Até o posicionamento das asas estava correto. Ainda assim, ela era grandiosa demais, vívida demais, se comparada às reproduções de pinturas italianas do século XV que eles haviam observado em bibliotecas abafadas, estendidas diante deles como mapas rodoviários. Durante toda a sua vida profissional, os angelólogos tinham estado à espera do momento de vê-la. Embora nenhum deles admitisse, secretamente achavam que iriam se deparar com um corpo monstruoso, constituído apenas por ossos e fragmentos de fibra, como algo desenterrado em uma escavação arqueológica. Em vez disso, ali estava ela: mãos delicadamente afuniladas, nariz aquilino, lábios róseos premidos em um beijo congelado. Os angelólogos rodearam o corpo com ar de expectativa, como se esperassem que a criatura piscasse e despertasse. "
Bom, mesmo seguindo mais ou menos a mesma linha que A Batalha do Apocalipse, podemos dizer que esse livro trata muito mias da ficção do que da religião. Aqui nos vemos muito mais sobre as memórias de angelólogos e alguns acontecimentos entre a briga deles contra os Nefilins do que sobre os nefilins em si. A ficção é muito mais apurada nesse livro. A escrita dele não é tão ornamentada, a compreensão é bem mais fácil, e uma leitura mais prazeirosa e menos cansativa, típica de best-sellers. Eu enrolei um pouco pra terminar de ler, mais acabei bem mais rápido que A Batalha do Apocalipse, o que é até mais agradável, assim posso ler os outros que tenho aqui em casa.
Uma nota? Eu daria 8,5. A história é realmente boa, você se prende nela e nem percebe. Mas, o final é vago e rápido e o assunto em questão não é tão desenvolvido como deveria ser. Tirando isso, é um bom livro para se ler.


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